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Poupar Dinheiro
Alguns estudos!
As fraldas reutilizáveis poupam o ambiente em 40% comparando com as descartáveis. Esta foi a conclusão do relatório Life Cycle Analysis, da Environment Agency do Reino Unido em 2008. Ao contrário das descartáveis, as fraldas reutilizáveis permitem aos pais ter um maior controlo sobre a sua pegada ambiental!
Leia o relatório na íntegra aqui!

Segundo um estudo da Quercus, de 2011, no qual a ecobebés participou, o uso de fraldas reutilizáveis evita a produção de 1 tonelada de resíduos por bebé. A Quercus verificou que a utilização de fraldas reutilizáveis em substituição das fraldas descartáveis reduz a produção de 8 kg de resíduos/semana/bebé, o que corresponde a uma média de 1 tonelada de resíduos ao fim dos 2 anos e meio, período durante o qual o bebé necessitará de usar fraldas. Se tivermos em consideração que nascem cerca de 100.000 bebés por ano em Portugal, serão 100.000 toneladas a cada 2,5 anos, ou seja, cerca de 40.000 toneladas/ano só em fraldas descartáveis!
O impacto das descartáveis no meio ambiente!
Para melhor compreender a relação dos consumidores com as fraldas de tecido, é importante perceber o que é necessário para fazer uma fralda descartável. As fraldas descartáveis são feitas de "... uma camada exterior de polietileno à prova de água, uma camada interna de pasta de papel, um poliacrilato sintético (o cristal super-abosrvente mencionado no "Health Issues") e uma zona repelente de água. A maior parte das fraldas tem fragrâncias e perfumes."

Assim, começando com a camada exterior de polietileno à prova de água e com a zona repelente de água, vamos ver que materiais em bruto lhes deram origem. O petróleo é o material utilizado para fazer o polietileno das fraldas descartáveis. Todos sabemos que o petróleo é um recurso não renovável. É necessário um copo de crude para fazer o plástico necessário para uma fralda descartável. Levando isto um pouco mais longe, são necessárias 130 Kg de plástico (incluindo o pacote das fraldas) por ano para sustentar um bebé no que diz respeito às fraldas descartáveis. Estes números parecem uma exploração absurda dos recursos naturais, e põem realmente as coisas em perspectiva quando se lê isto: "... são utilizadas 18 mil milhões de fraldas nos EUA por ano. O suficiente para ir à Lua e voltar 9 vezes."

Entrando dentro da fralda, irá encontrar a camada interna composta por pasta de papel e poliacrilato de sódio. Voltando aos números, são necessários 200-400 kg de pasta de papel para sustentar um bebé, em termos de fraldas, durante 1 ano. Por outro lado, se optar pelas fraldas de pano, usará menos de 10 kg de algodão para dois anos de fraldas! Este é um meio significativo de reduzir o consumo de petróleo, e o algodão é um recurso facilmente renovável. A pasta de papel é também, de forma indirecta, um contaminante, pois tem de ser branqueada para ficar com o aspecto branco que vemos nas fraldas descartáveis. O branqueamento produz produtos químicos tóxicos como as dioxinas.

De acordo com a CDC (Cotton Diaper Coalition), são necessárias "quantidades maciças de água" para transformar a polpa da madeira em papel para descartáveis (...)A produção de uma fralda descartável tem um preço ambiental muito elevado em termos de água e energia. O Landbank Consultancy, agenciado pela Women's Environmental Network in London, reprocessou os estudos de 1991 da Procter & Gamble que falsamente proclamavam que o impacto das fraldas descartáveis não era pior do que o das fraldas de pano. O Landbank Consultancy levou até em consideração que quando se utilizavam fraldas de pano, há mudanças de fralda mais frequentes – eles assinalavam um rácio de 1/1,72 para assinalar a diferença. A Procter and Gamble não processou este estudo (de assinalar que são fabricantes de fraldas).

Posto de forma simples, uma vez que as fraldas descartáveis consomem mais 70% de energia que a média das fraldas de pano por muda de fralda, será que é sensato utilizar 11,7 mil milhões de litros de petróleo e mais de 250.000 árvores anualmente (só nos Estados Unidos) para manufacturá-las quando elas acabam nas nossas lixeiras sobrelotadas?

"O Mito das Fraldas Descartáveis"
Há uma nova geração que acredita haver apenas uma coisa que se põe no rabo dos bebés; é de plástico, compra-se em grandes pacotes nas lojas e supermercados, desdobra-se, usa-se e atira-se ao lixo quando está suja (...) Atira-se para o lixo (só nos E.U.A) cerca de 18 biliões delas por ano, parecendo acreditar que desaparecem nalgum lugar mágico onde vão dissolver-se. A verdade é que a maioria das fraldas descartáveis acaba em aterros. Lá ficam, pequenos amontoados bem apertados de fezes e urina que, parcial e lentamente, se vão decompondo (...). O que começou como um sonho publicitário de bebés mais secos, confortáveis e felizes tornou-se um pesadelo de acumular de resíduos sólidos e de recursos materiais desperdiçados, numa indústria de economia crescente e que põe em risco a saúde pública, num cenário em que a capacidade dos aterros vai diminuindo velozmente, pois este é um país guiado pela febre de consumo.

(...)A mitologia que cerca o método moderno de usar fraldas é uma descendente directa da ética moderna do desperdício, cujas raízes são, geralmente, vistas como económicas. Com o lucro baseado no número de vendas os fabricantes têm um incentivo redobrado para apadrinhar o obsoleto. E assim é em relação a fraldas (...).

Uma vez usadas, cerca de 90 a 95% dos 18 biliões de fraldas descartáveis (apenas nos E.U.A) entram no ciclo de lixo caseiro e vão parar a aterros, criando de imediato um problema de saúde pública.

Detritos contendo vírus de fezes humanas (incluindo vacinas vivas usadas na imunização de rotina em crianças) podem infiltrar-se na terra e poluir as reservas de água no subsolo. Além deste potencial de contaminação subterrânea, vírus transportados por moscas e outros insectos contribuem para uma situação nada saudável.

Apesar das embalagens de fraldas descartáveis recomendarem que se deitem os detritos fecais para a sanita, tal procedimento não é prático e é, de facto, desencorajado pelo design da fralda-completa-numa-só-peça, que não permite retirar uma parte da fralda facilmente. Por esta e outras razões é duvidoso que mais do que 10% dos pais sacudam os detritos das fraldas descartáveis.

(...) O desperdício de materiais é outra consequência do uso de fraldas descartáveis. Desde que uma fralda descartável é posta num bebé, pode ter uma duração útil de algumas horas, na melhor das hipóteses. E como não há nenhum modo de a reutilizar o uso deste produto, só nos Estados Unidos, provoca o desperdício de 100 000 toneladas de plástico e 800 000 toneladas de polpa de árvores.

(...) Assim, assumindo que 18 biliões de fraldas descartáveis são vendidas por ano (só nos E.U.A) e que mais de 90% delas acabam em aterros sanitários isto traduz-se em mais de 4,275,000 toneladas de fraldas descartáveis atiradas para os aterros, por ano.

(.....) Há alternativas possíveis ao envio para um aterro de 10,000 fraldas feitas de plástico e de polpa de árvore, por criança. As fraldas de pano, quer lavadas em casa ou por um serviço de lavandaria, com certeza que exigem uma mudança no estilo de vida e no modo de lidar com a higiene dos filhos, por parte dos pais. Para uma escolha de fraldas feita conscientemente, assim como as escolhas conscientes de vida, exige-se aos pais e aos outros que pensem no que estão a usar no corpo dos seus filhos e qual será o seu destino.

(...)O uso da fralda descartável tem sido encorajado há tempo demais. Está na altura de pais, profissionais de saúde, gestores de tratamento de resíduos sólidos e a administração pública começarem a pensar seriamente nos problemas causados e nas alternativas ao uso de fraldas descartáveis. Está na altura de mudar!

Carl Lehrburger, Whole Earth Review, Outono, 1988

Leia este artigo na íntegra aqui!

Acções "mais amigas do ambiente"
Para além de usar fraldas reutilizáveis nos seus filhos, pode contribuir com mais alguns gestos, poupando ainda mais o ambiente. Aqui deixamos algumas sugestões.

- Lave as fraldas com detergentes ecológicos e não utilize amaciadores.

- Lave as fraldas na máquina em cargas completas e nunca a mais de 60º.

- Seque as fraldas no estendal, evite a máquina de secar.

- Nunca passe as fraldas a ferro.

- Se usar papel protector, reutilize-o sempre que possível, pois este pode ser lavado cerca de três vezes.

- Utilize sempre toalhitas reutilizáveis, e lave juntamente com as fraldas. É uma solução mais económica e amiga do ambiente!

- Escolha fraldas feitas de tecidos orgânicos e/ou não branqueados. Tradicionalmente o algodão tem uma cultura difícil e, muitas vezes, os produtores usam fertilizantes e pesticidas artificiais, que contaminam a água e a terra no meio envolvente ao do cultivo. Se optar por fraldas de algodão certifique-se que é orgânico, pois este é cultivado sem recurso a esses produtos químicos. Certifique-se também que o algodão não é branqueado. O branqueamento dos tecidos é também um processo prejudicial ao meio ambiente, pois utiliza enormes quantidades de lixívia. Pode optar também pelas fraldas de bambu, pois esta matéria-prima cresce mais facilmente que o algodão e não se recorre a produtos químicos.

- Certifique-se que as fraldas foram "eticamente fabricadas" em fábricas que garantem condições justas aos seus trabalhadores.

- Reutilize as fraldas noutro bebé, oferece-as a quem necessitar ou venda-as quando já não precisar.

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